miércoles, octubre 21, 2015

Omar Rincón

FICHAMENTO DO CAPITULO 4 DO LIVRO NARRATIVAS MIDIÁTICAS DE OMAR RINCON
Um jornalista sabe como narrar a vida, e se investiga é muito melhor, e se se posiciona na perspectiva dos sujeitos que o vão ler, melhor.
O jornalista narra a realidade no horizonte da atualidade.
O comentário jornalístico aponta à verossimilhança mais do que à veracidade. Informar significa dar forma.
A notícia, igual acontecia com o mito, é o discurso que dá forma ao caos em que se desenvolvem os acontecimentos. (Martín-Barbero e Rey, 1997:24)
Velhas práticas de contar histórias: sensacionalismo, voyeurismo, imersão, simulação, suplantação
A novidade presente no jornalismo está em tornar a informação em experiência e estabelecer estilos reconhecíveis do uso da língua.
Kapuscinski: é necessário romper as fronteiras tradicionais e procurar novos métodos para descrever o mundo (2000)
O novo-novo jornalismo procura resgatar o sujeito, encontrar imagens poéticas e lograr efeitos narrativos. “Quanto mais inovadora seja a forma jornalística, melhor se contará a realidade”
Narrar para gerar relações, imaginar coletivamente e vigiar o poder, por isso é um ato político e ético pois dele parte a construção da esfera pública, o princípio de independência e autonomia. Pra quem é a liberdade? Para as elites, não para as mulheres nem para os imigrantes. Van Dijik (2000)
O jornalismo tornou a notícia no mono-género que informa à mono-classe. O jornalismo virou o escrivão do poder, produzindo informação light e transformando o significativo em supérfluo.
Forma: Crónica, reporte, entrevista, resenha crítica, Testemunho, artigo, infográfico Função: informativo, Opinativo, Utilitário, ilustrativo, propaganda, entretenimento.
Se um palhaço é agora quem fornece as notícias, em que nos tornamos os espectadores? Irrealidade, banalidade, leviandade, insatisfação.
La televisão, lugar da exibição narcisista, produtora do fast thinker ,pensadora de ideias preconcebidas (Bordieu, 1996:9, 17, 40) transforma a opinião pública em estadista de sentires e não de pensares.
A servidão da televisão está em produzir frases de efeito. O contrário é uma atitude de respeito do jornalista com o entrevistado: paciência e escuta.
Síndrome do “Eu o disse primeiro”. Para cumprir com o imperativo jornalístico da velocidade, a primícias e o esquematismo se cria a notícia do espetáculo e a contextualização se faz impossível.
A tragédia cultural moderna tem seu núcleo na tragédia da reflexão (Morin, 1995: 141). Se faz jornalismo para esquecer, não pra pensar.
Estar informados nos dá nossa dosagem diária de indignação. La indignação, essa cómoda sensação que nos liberta de toda responsabilidade de pensar e entender (Valenzuela, 2001)
É muito difícil encontrar valor social e utilidade à informação. Se percebe que por cima dos fatos e a informação está o afã de protagonismo das mídias.
“O jornalista tem três lealdades: o leitor, a quem deve conhecer porque é seu objetivo; os fatos da vida, porque exigem uma busca feita de boa-fé; e a sua própria consciência, que lhe impõe a nobreza do seu papel de testemunha” Tomás Eloy Martínez (2002. 2 – 11)
O jornalismo conta e compreende o presente a partir de uma narração composta por diálogos, doenças, amores, além de estatísticas e discursos. (Martínez, 2001: 42) O jornalismo procura causar impacto afetivo jogando com as variações de estilo, tratamento e ponto de vista.
Propostas: 1. Abandonar as 5 perguntas W. 2. Sair à realidade. 3. Duvidas das certezas. 4. Hibridação de gêneros. 5. Procurar um personagem paradigmático. 6. Não tudo pode ser narrado literariamente. 7. Paixão. 8. Proteção da língua. 9. Imaginar o leitor modelo. 10. Agitador expressivo reflexivo. (“No fugaz há algo transcendente” (Bastenier, 2002), busca da polissemia da realidade.

Narrar a informação é muito difícil, e fazê-lo por fora dos cânones da máquina é mais difícil ainda. 

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